“Agora entendi perfeitamente que quer dizer racismo”, disse a ativista ugandesa Vanessa Nakate ao ser cortada de uma foto oficial em Davos, onde aparecem quatro outras pessoas brancas e de olhos claros, incluindo Greta Thunberg


"Todos dizendo que eu deveria me colocar no meio está errado! Uma ativista africana tem que ficar no meio só por medo de ser cortada? Não deveria ser assim!”, escreveu ela em seu twitter.


Em um vídeo incômodo, Nakate dá o nome a agências, incluindo a Associated Press, dos EUA, que a teriam removido da foto. A AP, que já retirou a foto, disse não haver “más intenções”. Porém, outras agências, como a Reuters, erraram seu nome e a confundiram com outra ativista negra, Natasha Mwansa, da Zambia.


"Ele achou que o prédio atrás seria uma distração do foco”, disse David Ake, o diretor de fotografia da AP, argumetando que o fotógrafo tomou a decisão por questões “de composição”.


No vídeo, ela fala sobre o apagamento das vozes de pessoas negras e não brancas nas questões climáticas, dando ênfase ao fato de que pessoas que se parecem com ela são as mais vulneráveis ao aquecimento global.


A própria Greta se solidarizou com a ativista.”Sinto muito que tenham feito isso com você… Você é a última que mereceria isso! Estamos todos gratos pelo que você tem feito e todos mandamos amor e apoio! Espero te ver de novo”, disse a jovem em resposta ao vídeo.


Fonte: Revista Forum




Nos dias atuais o empreendedorismo de favela surge pela necessidade do micro empresário conseguir um salário no fim do mês. Em uma configuração evidente essa forma de empreender acontece com vendas no mesmo espaço e se torna convulso, já que os produtos oferecidos são diversos e acabam não sendo tão rentável.

Além disso, o custo atribuído para os consumidores nas favelas precisa ser justo e caiba no bolso dos moradores para que a economia criativa possa fluir bem para todos. Nessa escala quem está reinventando o empreendedorismo periférico são mulheres, jovens e negros.

Aira Nascimento na sede das Josefinas.
Quem pensa em empreender nas favelas e periferias brasileiras precisa inovar, existir e resistir. É necessário ser duas vezes criativo, primeiro por que é periférico e segundo mostrar para a sociedade que realmente é capaz de empreender com qualidade.

Emanoela Tomaz, estudante de Museologia, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é moradora da Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio, criou em 2017 o Enegras. Projeto voltado a mulheres negras periféricas com inserção no afro empreendedorismo e rodas de conversas sobre saúde e bem estar, “o melhor de existir o empreendedorismo nas comunidades é a questão empregatícia. É uma oportunidade para a pessoa que precisa é ter seu vizinho como sócio” afirma.

A falta de capacitação, iniciativa das grandes empresas em investir nos negócios sociais e incubadoras que de novas tecnologias são os problemas apontados por Emanoela para o pouco avanço dos empreendimentos periféricos, “nas incubadoras só tem pessoas brancas isso afasta o favelado. A autonomia é boa pela questão do dinheiro, mas é ruim pela falta da carteira assinada para uma massa caracterizar emprego fixo e o empreendimento acaba sendo moeda de troca” finaliza.

A falta de mulheres negras nas grandes empresas é assunto relevante de pesquisa, de acordo com o Instituto Ethos, 5% dos executivos são afrodescendente, esses dados ainda são mesclado entre homens e mulheres negras. Para que tal realidade seja diferente mais políticas afirmativas no mercado corporativo e métricas efetivas precisam ser adotadas para que se torne um ambiente de trabalho mais igualitário.

Gabriela Anastácia, jornalista, moradora de São João de Meriti, Baixada Fluminense, fundadora da Gamarc Comunicação e do projeto Papo de Empreendedora. O Papo de Empreendedora é voltado para consultoria de mulheres que desejam empreender mas ainda não sabem a melhor maneira. Gabriela Anastácia faz uma roteiro da mulher negra empreendedora, “historicamente sempre tivemos a tia que vendia quitutes caseiros ou artesanatos. A mulher negra sempre foi empreendedora mas o racismo e machismo não deixavam alcançar seus sonhos. Então, precisamos que mais pessoas possam investir nos nossos negócios”, opina. Em 2020, os desejos da jornalista para o Papo de Empreendedora são desafiadores, “o futuro que espero é um planejamento eficaz. Temos que planejar para crescermos como empreendimento e ajudar outras mulheres – principalmente as negras” conclui.

Gabriela Anastácia, em sessão fotográfica.
A escassez de investimento em pequenos negócios para acolher pessoas no meio social e assim alcançar as mulheres negras da base ainda é um dilema vivenciado por muitas. O coletivo As Josefinas, criado em fevereiro 2019, pela engenheira de produção Aira Nascimento, moradora de Campo Grande, tem como objetivo ser um espaço que promova empreendedorismo, cultura e arte, sendo uma inovação social para mulheres e mães da Zona Oeste do Rio. Aira Nascimento, diz sobre sua percepção quanto ao afro empreendedorismo, “vejo o afro empreendedorismo na periferia como um propósito, resgate e catalisação de valores que sempre foram parte do nosso cotidiano se organizando e preparado. Preparado pois o afro empreendedor que sempre viveu em condições de sobrevivência tem acesso as ferramentas como modelagem de negocio, gestão das marcas em redes e cresce de forma planejada, consciente, ancestral e resistente” fala.

O racismo estrutural e institucional são problemáticas e apontamentos que assolam e afastam mulheres e homens negros do mercado de trabalho formal e são desproporcionais para afro empreendedores, “somos diversos, mas usamos na campanha publicitária as mulheres únicas de cada setor, um mundo ideal, não real e no resto do ano esqueçamos das mulheres dentro da empresa, estagnadas, sub aproveitadas, ainda sob a desculpa de meritocracia e requisitos cuja entrelinha diz: dobre a meta, sempre que ele/ela chegar lá” resume.


Emanoela Tomaz em exposição na Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna.

A pressão da sociedade é importante para que políticas públicas de fato mudem a realidade de poucas mulheres negras a frente de seus negócios. Movimentos, associações, coletivos entre outros iniciativas levantadas por afro empreendedores fazem a diferença nas periferias e favelas cariocas para assim buscar um novo horizonte.

Por Beatriz Carvalho, jornalista e fundadora do Mulheres De Frente.
Matéria do jornal o Tempo

O ataque ocorre após grupos armados pró-Irã prometerem unir forças para responder às ofensivas norte-americanas





O Irã disparou "mais de um dúzia de mísseis" na noite desta terça-feira contra bases americanas no Iraque, confirmou o departamento de Defesa dos Estados Unidos.

"Aproximadamente às 17H30 (19H30 Brasília) de 7 de janeiro, o Irã lançou mais de uma duzia de mísseis balísticos contra militares dos Estados Unidos e forças da coalizão no Iraque", informou o assistente de Defesa para Assuntos Públicos, Jonathan Hoffman.

"Está claro que estes mísseis foram lançados do Irã e visavam ao menos duas bases militares iraquianas que abrigam pessoal militar americano e da coalizão, em Al-Assad e Erbil".

Não há informações sobre baixas nas bases no momento.

O departamento de Defesa realiza uma "avaliação preliminar dos danos" e sua "resposta" ao ataque.

O ataque ocorre após grupos armados pró-Irã prometerem unir forças para responder ao ataque de um drone norte-americano que, na sexta-feira, matou o general iraniano Qasem Soleimani e o líder militar iraquiano Abu Mahdi al Muhandis em Bagdá. Desde então, o Irã tem ameaçado dar uma resposta à morte de seu general.

"Os Guardiões da Revolução confirmaram o ataque a uma base no Iraque com dezenas de mísseis", e ameaçaram com "respostas ainda mais devastadoras" em caso de resposta americana.

Entre os futuros alvos dos Guardiões estariam "Israel" e "governos aliados" dos Estados Unidos.

Em seu comunicado, os Guardiões aconselham "o povo americano a chamar de volta suas tropas na região para evitar novas perdas", e a "não permitir que a vida dos soldados seja ameaçada pelo ódio" do governo em Washington.

A Casa Branca revelou que o presidente americano, Donald Trump, foi informado do ataque e acompanha a situação de perto.

"Estamos a par dos ataques a instalações dos Estados Unidos no Iraque. O presidente foi informado e está monitorando de perto a situação e consultando sua equipe de segurança nacional", informou a porta-voz Stephanie Grisham.

Segundo fontes iraquianas, o ataque ocorreu em três ondas logo após a meia-noite local e ao menos nove mísseis atingiram a base de Ain al-Assad.
Nova unidade na cidade será a única do mundo a produzir a válvula aórtica por implante transcateter; foram gerados 600 postos de trabalho



Contagem foi escolhida pela Boston Scientific Corporation (BSC) para sediar sua primeira unidade no hemisfério sul. Projetado e construído para atender ao mercado global, o empreendimento foi inaugurado nesta quarta-feira (30). Com investimento de US$ 30 milhões, a nova unidade irá gerar 600 novos postos de trabalho. A Boston Scientific Corporation é uma das líderes mundiais em soluções médicas, atuando em 130 países, com mais de 13 mil produtos. A empresa tem 32 mil colaboradores e cerca de 30 milhões de clientes. 

A solenidade de inauguração da unidade de Contagem contou com a presença do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sant Clair Terres, do vice-presidente de Operações da Boston Scientific, Dan Zaic, de diretores da Boston Scientific, de profissionais da área da saúde, autoridades governamentais, fornecedores, clientes e colaboradores da empresa.

Com investimento 100% próprios, a nova unidade será a única do mundo a produzir a Acurate Neo, válvula aórtica por implante transcateter, desenvolvida conjuntamente na Suíça e no Brasil. A vantagem para o paciente é o fato de que o implante da válvula aórtica via cateter é minimamente invasivo, ao contrário da cirurgia de tórax aberto, que exige procedimentos complexos e de alto risco.

Segundo o secretário municipal Sant Clair Terres, a chegada de um grupo com alta dimensão e em posição de liderança mundial traz empregos, investimentos e uma relevância maior ao município. “Contagem recebe a Boston por oferecer uma excelente rota logística e um ambiente de negócios competitivo. Falar sobre a Boston é um motivo de comemoração para nós. A cidade está em festa por estarmos sediando uma grande empresa que chega em nosso município, trazendo desenvolvimento econômico, geração de emprego e, acima de tudo, trazendo inovação, uma empresa planejada no conceito de indústria 4.0”, salientou. Sant Clair destacou que o novo empreendimento está situado na Cidade Industrial, primeiro parque industrial projetado na América do Sul na década de 40. “A Boston traz, hoje, sua unidade para este distrito industrial, reafirmando sua importância, com mão de obra qualificada e possibilidade de expansão. É uma honra recebermos uma empresa que já investiu $1 bilhão de dólares em pesquisas”, comemorou.

Em seu pronunciamento, Mauricio Ortiz, presidente da Divisão Latino Americana Bostos Scientific, falou do incentivo recebido pelo corpo médico mineiro. “O meu êxito foi devido ao apoio dos profissionais que atuam em Minas Gerais, por isso, estamos hoje inaugurando esta unidade no estado. A América Latina provavelmente não será a maior vendedora da Boston Scientif, mas uma coisa é certa: nós iremos produzir para o mundo. Seremos relevantes porque todos os produtos da Boston, usados em todo os países, serão produzidos na América Latina. Eu acredito muito que hoje é o primeiro passo para começarmos no Brasil um sonho que sempre tivemos. Meu compromisso é ampliar as linhas de produção e passarmos de 1 mil para 3 ou 4 mil colaboradores no Brasil. Vamos ter os melhores funcionários e fazer de Contagem uma unidade promissora. Estou muito feliz em reencontrar tantos profissionais da área da saúde pela entrega de hoje. Vamos trabalhar com orgulho e sejam bem-vindos à família Boston”, comemorou Ortiz.

De acordo com o subsecretário de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), Juliano Alves, é uma grande satisfação para o Estado de Minas Gerais poder participar de mais um novo capítulo do desenvolvimento econômico de Minas Gerais, que cada dia mais se afirma como estado difusor de novas tecnologias. “Não há outro caminho para a diversificação econômica que não seja da inovação e do conhecimento”. O subsecretário destacou a atuação do governo municipal. “A Prefeitura de Contagem não mede esforços para que este tipo de tecnologia aconteça com a rapidez necessária. Em 15 meses, um curto prazo, foi instalada uma empresa muito bem estruturada com pessoas qualificadas e empenhadas para seu sucesso. Minas Gerais trabalha com um modelo de governança diferenciado, as instituições conversam umas com as outras e é isso que facilita e torna viável este tipo de investimento”.

O diretor de Operações, José Barone, contou que a direção da empresa acreditou no potencial do Brasil, investiu recursos, deslocou profissionais especialistas de todo o mundo para a unidade de Contagem e foram auxiliados no projeto de expansão e na criação da fábrica. “A empresa não mediu esforços para nos integrar aos diversos sistemas administrativos que a Boston possui no mundo todo. Hoje, posso afirmar sem medo de errar que somos, sem nenhuma diferença, iguais a qualquer planta industrial da Boston no mundo inteiro. Para que todos tenham uma ideia do que fizemos e do time vitorioso, em 15 meses saímos de um projeto conceito, construímos uma fábrica e validamos e aprovamos nas agências reguladoras do Brasil e da Europa e, desde julho, iniciamos a produção de produtos clínicos para o mercado mundial. Contamos com o apoio de órgãos reguladores municipal, estadual e federal, que enxergaram a importância deste projeto, garantindo as revisões da nossa documentação em tempo hábil para que esse sonho pudesse ser realizado”, disse.

O faturamento global da BSC no ano passado foi de US$ 9,8 bilhões. A Boston Scientific já investiu quase US$ 1 bilhão em Pesquisa & Desenvolvimento. Das próteses fabricadas em Contagem, 98% serão exportadas para a Europa, Estados Unidos e Japão. Apenas 2% da produção devem ser absorvidos no Brasil. A Boston conta com um portfólio global com mais de 13 mil produtos nas áreas cardiovascular, neurológica, urológica, digestiva e respiratória.

Matéria: O Tempo Contagem

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